terça-feira, 12 de abril de 2011

12:10







                              Desencanto

        Eu faço versos como quem chora
      De desalento...de desencanto...
       Fecha o meu livro,se por agora
   Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue.Volúpia ardente...
     Tristeza esparsa...remorso vão...
    Dói-me nas veias.Amargo e quente,
 Cai,gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
 Assim dos lábios a vida corre,
 Deixando um acre sabor na boca.

-Eu faço versos como quem morre.

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